Engenheiro transforma trajetória em estratégia de desenvolvimento e fortalece ecossistema turístico de Ouro Preto
Empreendedor e fundador do Festival Gastronômico de Ouro Preto defende visão territorial, economia da experiência e articulação coletiva como caminhos para o futuro das cidades históricas
A cidade de Ouro Preto, um dos principais destinos históricos do país, tem vivido um movimento de reorganização estratégica de seu setor turístico e gastronômico. Nesse cenário, um engenheiro de formação vem se consolidando como agente de desenvolvimento cultural, turístico e econômico, ao direcionar sua atuação para a produção de eventos e a articulação institucional do setor. Fundador do Festival Gastronômico de Ouro Preto, ele também coordena o núcleo local da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Ouro Preto), buscando fortalecer bares e restaurantes de forma estruturada e integrada.
Da formação técnica à construção de ecossistemas econômicos
Ao longo dos anos, a atuação profissional deixou de se concentrar apenas na realização de projetos isolados e passou a priorizar a construção de dinâmicas permanentes para a cidade. A proposta é clara: mais do que organizar eventos, é necessário criar ambientes favoráveis ao crescimento coletivo, estimulando redes de colaboração entre empreendedores, poder público e instituições.
Segundo ele, houve uma mudança significativa na mentalidade do empreendedor nos últimos anos. Se antes o foco estava restrito ao próprio negócio, hoje, especialmente em cidades turísticas, torna-se essencial adotar uma visão territorial. O empresário passa a ser agente de transformação, articulador de parcerias e participante ativo na consolidação do ecossistema econômico local.
Economia da experiência como vetor estratégico
Dentro desse contexto, a economia da experiência ganha protagonismo. A proposta é ir além da oferta de produtos ou serviços, promovendo vivências capazes de gerar identidade, pertencimento e memória. Eventos culturais, ativações gastronômicas e projetos recorrentes deixam de ser apenas entretenimento e passam a desempenhar papel estratégico na geração de fluxo qualificado e no fortalecimento do comércio.
Para o empreendedor, cidades históricas que desejam se manter competitivas precisam estruturar produtos turísticos com planejamento e continuidade. A criação de eventos consolidados e experiências integradas estimula o turismo de permanência, ampliando o tempo de estadia e o impacto econômico positivo no território.
Planejamento, diálogo e fortalecimento institucional
Entre os principais desafios enfrentados por destinos como Ouro Preto está a sazonalidade. A dependência excessiva de datas específicas ou do calendário tradicional limita o crescimento sustentável do setor. Além disso, parte do empresariado ainda encontra dificuldades para acompanhar a velocidade das transformações do mercado.
Recentemente, durante diálogo com a idealizadora do Festival de Turismo de Ouro Preto, o empreendedor reforçou sua visão sobre a importância de planejamento estruturado, recorrência de projetos e alinhamento estratégico entre iniciativas públicas e privadas. Para ele, o futuro das cidades históricas passa pela capacidade de inovar com responsabilidade, integrar setores e transformar território em experiência, sempre por meio da articulação coletiva e do fortalecimento institucional





